Ah, é!!! A análise que eu fiquei devendo!!!

10:31 pm Análise de HQs

Liberdade a Qualquer Custo!

Caaaara, que cabeça a minha!!! Nem estava lembrando mais! Já li e devolvi a revista (e li várias outras!!!) e ainda não comentei aqui… lamentável…

Eh bien… vamos lá. É bem provável que eu gere algumas polêmicas com o que vou escrever. Por isso, se você pensa que Frank Miller é Deus, pare de ler este post aqui.

[ATENÇÃO! Se você ainda não leu Liberdade a Qualquer Custo, cuidado! O restante do post tem alguns spoilers].

Martha Washington é uma garota negra que cresce em um bairro de periferia nos Estados Unidos. O país é totalmente diferente do que conhecemos: uma falsa democracia, governada por um presidente – Rexall – durante gerações. Esse “bairro de periferia” é intransponível; os pobres nascem e morrem sem nunca conhecer o mundo fora deles. Só há três maneiras de sair: morrer, ficar louco e ir para um hospício ou entrar para o exército. O que você acha que nossa protagonista faz?

Bingo!!! Ela entra para a PAX – forças armadas, vai para a guerra, e com sua enorme força de vontade, é condecorada e tudo mais. Em sua jornada, ela enfrenta uma corporação fast-food - uma clara referência à rede McDonalds – que possui um exército próprio; índios – mas alia-se ao líder deles no final – e, por fim, seu superior no exército – que tinha ambições de subir ao poder no lugar do presidente acamado e que era o verdadeiro vilão da história. Em meio a tudo isso, o governo entra em crise várias vezes, o presitdente sofre um atentado (que mais tarde descobrimos ser responsabilidade do superior ambicioso de Martha); seu substituto não agüenta a pressão e descamba a beber… e por aí vai.

Deu pra ver que eu suprimi vários detalhes, né?
Isso é o que o Frank Miller deveria ter feito.
O tema é interessantíssimo; a forma como ele aborda, idem. Mas parece que faltaram páginas para contar a história. Acontecem muuuuuuuuuitas coisas em um espaço de tempo (quadrinhos) muito curto. A narrativa fica sem ritmo; os fatos atropelam-se e o leitor não tem tempo nem para admirar a belíssima arte de Dave Gibbons – aliás, o ponto forte da publicação.

As expressões dos personagens são muuuuuuuito boas. Da anatomia e da perspectiva acho que é até bobagem falar alguma coisa. Entretanto, devo destacar dois aspectos: A diagramação da página e a ambientação. Nesse ponto, acredito que o diálogo (ou telepatia!) entre os autores Miller e Gibbons fluiu magnanimamente. O mundo idealizado por Frank Miller ficou um primor nos traços de dave Gibbons; o cara realmente te convence, no braço, que o mundo é uma merda. E o ritmo visual dos enquadramentos de Gibbons amenizam um pouco a correria do roteiro do Frank.

Well, depois de tudo isso, confesso que perdi um pouco do interesse em ler a seqüência. Mas vou ler e, quando o fizer, posto aqui a análise.

De qualquer forma, o saldo é positivo e eu continuo recomendando a leitura de Liberdade a Qualquer Custo. (inclusive, acredto que a obra seria impecável se tivesse à disposição o dobro de páginas).

Se você tem algo a dizer contra ou a favor, sinta-se livre para comentar.

3 Comentários

  1. Tati Says:

    Bom, eu não li e provavelmente nao vou ler.. rs.. Entao euconfio na sua analise amor!.. bjaooo

  2. Renan (Drope) Says:

    Queria ler a hq, tem aqui no Brasil?
    abraço

  3. Myriande PInho Barroso Says:

    Eu tb estou na mesma situação q a Tati. N li e provavelmente n vou ler… Confio no Danilo! Bjão pra vcs!!!

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