Meu nome é Yo!

Análise de HQs Oba! 2 Comentários!

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Mais um mangá para a nossa coleção de análises! Apesar de ter quase 20 anos desde sua primeira publicação (em 1989), só chegou às minhas mãos no ano passado.

Escrito pelo consagrado mestre Kazuo Koike, também autor do clássico Lobo Solitário, Crying Freeman  conta a história de  um assassino espetacular. Treinado nas mais variadas formas de matar e perito em artes marciais e toda a sorte de armas, o jovem Yo Hinomura derrama lágrimas sempre que conclui uma missão. Ele não gosta de tirar a vida das pessoas, mas fica sob efeito hipnótico que só cessa quando dá cabo de sua vítma, o que o deixa muito triste. Esse fato tão peculiar é que dá o nome à trama, já que ele chora (Crying) e deseja ser livre (Freeman, que por isso é seu codenome na organização chinesa à qual pertence), sem jamais poder.

A trama é muito envolvente e Koike abusa (com louvor!) de um artifício que já é bem conhecido dos fãs de Lobo Solitário: os flashbacks e os reveses na trama.  Para ter uma idéia, só ficamos sabendo da história de Yo na terceira edição do mangá!
Com muita ação, política e até amor (por que não?), Crying Freeman é considerado uma obra-prima. Tanto que ganhou uma versão cinematográfica em 1995, dirigida por Christophe Gans. Dizem que é inferior ao mangá (como a maioria das adaptações sempre é), mas isso eu direi quando assistir. De qualquer forma, você pode ter uma prévia clicando aqui.

O Mangá é magistralmente ilustrado por Ryoichi Ikegami,  o mesmo  de  Sanctuary. As ilustrações seguem o mesmo estilo fotográfico e de traços limpos.

Técnicas avançadas de pintura

Cursos Comente!

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Uma boa dica para quem quer aperfeiçoar o traço ou mesmo iniciar uma formação artística é a Oficina de Artes.

Aqui em BH, eles oferecem cursos de desenho de observação e criação; cursos de preparação para os vestibulares da UFMG e da UEMG e cursos de pintura.
Há também uma iniciativa muito bacana – um curso inédito em BH e talvez no Brasil – sobre técnicas e materiais de pintura.
Pioneiro, esse curso enfoca, além da técnica propriamente dita, os métodos e a preparação dos materiais, seguindo os mesmos processos utilizados desde o século XVIII. Segundo as palavras de Marina Melo, que ministra o curso:


(…) O Suporte para pinturas, imprimação – base de preparação. Tintas à Têmpera (ovo), Encáustica (cera de abelha), e Óleo (Òleo de Linhaça). Sua confecção seguindo os modelos do século XIV e os critérios de conservação. Produção de Chassi para telas seguindo os modelos francêses e espanhois. Um bom curso de técnica e pintura.

Onde mais você poderia encontrar uma oportunidade dessas? Clique aqui para maioresinformações.

Não perca!

Eventos e Convenções Oba! 1 Comentário!

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Fâs e praticantes de Quadrinhos  que também curtem ilustrações: no próximo sábado, dia 15, será promovido pela Abipro o Papo de Ilustrador. Um encontro em várias capitais brasileiras com profissionais da ilustração editorial ou publicitária.

Eu irei à versão BH do evento, que será na Cafeteria Status.
Clique  aqui para ver o mapa geral do evento.

Quadrinhos se diversificam e investem em novo público

Vida de Quadrinhista Oba! 1 Comentário!

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Depois de praticamente um mês de silêncio, voltamos à ativa!

Essa semana teremos vários posts, então fiquem ligados no Vida de Quadrinhista, ok?
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Ao que interessa!

Já faz um tempo que que o consumo e a leitura de HQ’s caminha para a parte mais estreita da pirâmide demográfica: nosso público está envelhecendo.
Isso deve-se a alguns fatores, mas o principal é que a geração que cresceu lendo as melhores (ou mais populares…) HQ’s de super-heróis agora já está com seus 40 anos. E grande parte dessa galerinha ainda lê HQ’s.

Só que, além de HQ’s, essas pessoas, agora mais maduras, freqüentam outros lugares em vez das bancas de jornal e possuem mais dinheiro – o seu próprio e não o dos pais – para consumirem. E elas preferem edições mais caras, albuns encadernados e edições de luxo, que são encontradas no mesmo local onde eles compram seus romances preferidos ou o livro do mestrado: as livrarias ou bookshops.

Guilherme Neto, do site Mundo do Marketing, atesta:

O mercado de história em quadrinhos, ou HQs, já deixou de ser segmentado há muito tempo. Hoje, o perfil de seus consumidores são homens e mulheres entre 10 e 40 anos, com os mais variados gostos e preferências. Devido ao envelhecimento de velhos leitores de quadrinhos, a demanda por títulos de temática mais adulta foi crescendo. Isso explica a recente ida das histórias em quadrinhos para as livrarias, que aproveitam para fisgar novos consumidores com um maior poder aquisitivo do que os adolescentes, consumindo e tratando essa arte como literatura, sem que necessariamente sejam habituais leitores desse tipo de publicação.

Portanto, colega quadrinhista, se você tem um projeto bacana, reflita um pouco mais sobre a melhor forma de materializá-lo. O formatinho e a banca de revista, para essa mídia, certamente não são mais as melhores opções. dependendo do público que você quer atingir com seu discurso. Se você é um cara mais conceitual, com idéias muito revolucionárias, ou “autorais”, como alguns gostam de falar, pense em novos formatos. Revistinha, não.