
Depois de praticamente um mês de silêncio, voltamos à ativa!
Essa semana teremos vários posts, então fiquem ligados no Vida de Quadrinhista, ok?
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Ao que interessa!
Já faz um tempo que que o consumo e a leitura de HQ’s caminha para a parte mais estreita da pirâmide demográfica: nosso público está envelhecendo.
Isso deve-se a alguns fatores, mas o principal é que a geração que cresceu lendo as melhores (ou mais populares…) HQ’s de super-heróis agora já está com seus 40 anos. E grande parte dessa galerinha ainda lê HQ’s.
Só que, além de HQ’s, essas pessoas, agora mais maduras, freqüentam outros lugares em vez das bancas de jornal e possuem mais dinheiro – o seu próprio e não o dos pais – para consumirem. E elas preferem edições mais caras, albuns encadernados e edições de luxo, que são encontradas no mesmo local onde eles compram seus romances preferidos ou o livro do mestrado: as livrarias ou bookshops.
Guilherme Neto, do site Mundo do Marketing, atesta:
O mercado de história em quadrinhos, ou HQs, já deixou de ser segmentado há muito tempo. Hoje, o perfil de seus consumidores são homens e mulheres entre 10 e 40 anos, com os mais variados gostos e preferências. Devido ao envelhecimento de velhos leitores de quadrinhos, a demanda por títulos de temática mais adulta foi crescendo. Isso explica a recente ida das histórias em quadrinhos para as livrarias, que aproveitam para fisgar novos consumidores com um maior poder aquisitivo do que os adolescentes, consumindo e tratando essa arte como literatura, sem que necessariamente sejam habituais leitores desse tipo de publicação.
Portanto, colega quadrinhista, se você tem um projeto bacana, reflita um pouco mais sobre a melhor forma de materializá-lo. O formatinho e a banca de revista, para essa mídia, certamente não são mais as melhores opções. dependendo do público que você quer atingir com seu discurso. Se você é um cara mais conceitual, com idéias muito revolucionárias, ou “autorais”, como alguns gostam de falar, pense em novos formatos. Revistinha, não.