Meu nome é Yo!

Análise de HQs Oba! 2 Comentários!

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Mais um mangá para a nossa coleção de análises! Apesar de ter quase 20 anos desde sua primeira publicação (em 1989), só chegou às minhas mãos no ano passado.

Escrito pelo consagrado mestre Kazuo Koike, também autor do clássico Lobo Solitário, Crying Freeman  conta a história de  um assassino espetacular. Treinado nas mais variadas formas de matar e perito em artes marciais e toda a sorte de armas, o jovem Yo Hinomura derrama lágrimas sempre que conclui uma missão. Ele não gosta de tirar a vida das pessoas, mas fica sob efeito hipnótico que só cessa quando dá cabo de sua vítma, o que o deixa muito triste. Esse fato tão peculiar é que dá o nome à trama, já que ele chora (Crying) e deseja ser livre (Freeman, que por isso é seu codenome na organização chinesa à qual pertence), sem jamais poder.

A trama é muito envolvente e Koike abusa (com louvor!) de um artifício que já é bem conhecido dos fãs de Lobo Solitário: os flashbacks e os reveses na trama.  Para ter uma idéia, só ficamos sabendo da história de Yo na terceira edição do mangá!
Com muita ação, política e até amor (por que não?), Crying Freeman é considerado uma obra-prima. Tanto que ganhou uma versão cinematográfica em 1995, dirigida por Christophe Gans. Dizem que é inferior ao mangá (como a maioria das adaptações sempre é), mas isso eu direi quando assistir. De qualquer forma, você pode ter uma prévia clicando aqui.

O Mangá é magistralmente ilustrado por Ryoichi Ikegami,  o mesmo  de  Sanctuary. As ilustrações seguem o mesmo estilo fotográfico e de traços limpos.