Dia do Quadrinho Nacional
fevereiro 7, 2009 7:00 pm Vida de Quadrinhista
E ainda há quem diga que as Histórias em Quadrinhos estão fadadas ao insucesso.
Como dissemos recentemente, isso vai depender de quanto tempo vai levar para os autores se adaptarem às novas mídias. Principalmente os independentes.
Quando digo isso, não me refiro apenas ao uso do computador para produzir a HQ ou publicá-la na internet.
As opções são muitas, e estão todas aí. Disponíveis a todos, muitas vezes de graça.
No último dia 30 foi comemorado o Dia do Quadrinho Nacional. Em BH, é o quarto ano consecutivo que esta data é celebrada com exposições, debates, lançamentos, etc. E a Rede Globo Minas realizou uma matéria razoável (é impressionante como os jornalistas de hoje em dia não procuram se profundar sobre os assuntos das matérias. Principalmente quadrinhos. Só fazem perguntas idiotas, cujas respostas são nada mais do que o que todo mundo já está cansado de saber… Sem falar que entrevistar o Amauri de Paula e mostrar apenas sua coleção particular de revistas é desperdiçar uma oportunidade e tanto).
Clique aqui para ver o vídeo.
No final da reportagem, o assunto vira a questão “Quadrinhos Digitais X Quadrinhos Impressos”.
A mocinha tem lá sua razão. Não é a única a preferir os quadrinhos tradicionais, o conato físico com a obra, folhear. Sentir. Mas se esquece das limitações que isso traz, das dificuldades para um autor de entrar em um mercado seletivo, preconceituoso e que não dá espaço para o novo; e, havendo entrado, da dificuldade de publicar o que quer e se expressar livremente. Estou com o criador do “Patrik”, a onda agora é a Web. Liberdade de expressão, alcance ilimitado e despesa mínima. Não há como negar.
Entretanto, o ponto de vista da senhorita que prefere as revistas mostra que a publicação ainda tem força. A transição do público é lenta e encontra alguma resistência justamente porque os quadrinhos ainda são – e o serão por muito tempo – muito fortes.
“O que se tornará o quadrinho no final das contas?”, pergunta a repórter. “Ainda serão quadrinhos?”
Não. Serão picolé de limão, sua besta.










