
Tá, é notícia velha, mas eu não tinha falado nisso ainda e acho importante não deixar passar em branco.
O Google Finalmente lançou seu navegador, com várias inovações e algumas vantagens sobre seus maiores concorrentes. Na minha opinião, a briga fica entre Firefox e Internet Explorer, com o browser da raposa ganhando mais terreno e usuários felizes a cada dia. O Safari, da Apple, apesar de bonito, não se mostrou ainda uma alternativa à altura – pelo menos, não em máquinas que rodam Windows.
Mas o Chrome – navegador do Google – ganhou notoriedade não apenas por sua elevada inteligência de proteção de dados e navegação rápida que não ocupa a memória da máquina. O primeiro Contrato de Utilização do Software que vinha com o arquivo de instalação assim que era feito o download (e que todo mundo aceita sem ler) obrigava o usuário a ceder de forma vitalícia, irrestrita, irrevogável e completamente os direitos autorais sobre qualquer conteúdo publicado na web através do navegador, em “uma licença irrevogável, perpétua, mundial, isenta de royalties e não exclusiva para reproduzir, adaptar, modificar, traduzir, publicar”. For ever and ever and ever.
Muita gente falou, protestou, chorou e esperneou. Várias “Teorias da Conspiração” apareceram e o Google “admitiu seu erro”, pediu desculpas e mudou o referido contrato, dizendo que “Você retém direitos autorais e quaisquer outros direitos que já possui sobre Conteúdo enviado, publicado ou reproduzido em ou por Serviços” logo no começo do artigo.
No final das contas, eu fiz o download do software mas ainda não comecei a usar. Então, ainda não tenho uma opinião formada sobre a revolução que causará (ou não) na web e sua potencial ameaça aos navegadores reinantes.
Mas o que mais me chamou a atenção em meio a tudo isso foi a forma que o Google escolheu para divulgar o programa e suas funcionalidades: uma História em Quadrinhos, feita por Scott McCloud. Não é uma obra-prima, mas cumpre seu papel. Muito bem, aliás. E mostra que HQ e Publicidade podem dar um caldo e tanto.