Mais uma que cai

Vida de Quadrinhista Comente!

É triste, mas depois de longa ausencia, retorno com uma noticia ruim.

Estive longe do blog e da vida de autor de HQ há um tempo.
Mudei de emprego, de cidade e de estado; consumi meu tempo na adaptação e, consequentemente, os quadrinhos e o Blog ficaram em segundo plano. Mas os projetos continuam vivos, mudanças ocorrerão em 2009. Mas isso já é assunto pra outro post.

Vamos ao que interessa. Já foi falado aqui sobre a dificuldade de se manter no mercado editorial de quadrinhos. E isso não é só com os autores.

Essa crise global realmente respingou para todo lado. Agora, é a Opera Graphica quem fecha as portas.

Editora que publicava títulos clássicos como Príncipe Valente, Krazy Kat e Fantasma, além de encadernados de luxo de títulos da DC e da Marvel.

Quem perde somos nós, os leitores.

Todos contra a pobreza

Vida de Quadrinhista Comente!

Saudações a todos.

Esse ano o dia da ação dos blogs trata de um tema muito delicado: a pobreza.
Sempre achamos que o problema é grande demais e que não podemos fazer nada a respeito, mas não é verdade.

Pequenas coisas podem ser feitas por cada um de nós.

Escreva um HQ sobre esse tema.

Manifeste sua indignação através da arte.

Faça um post no seu blog.

Ajude alguém próximo de você, pague um lanche para um mendigo na rua.

Dê o exemplo.

Quem sabe as pessoas não sigam?

1 ano depois do FIQ 2007

Vida de Quadrinhista Oba! 2 Comentários!

O FIQ 2007 foi realmente um divisor de águas na minha carreira. Fincanceiramente não foi um grande boom, mas conheci muita gente bacana e aprendi bastante.

E também fui entrevistado por duas emissoras. Uma foi a Rede Minas, que inclusive exibiu a matéria em rede nacional pela RedeTV!, mas que infelizmente não consegui encontrar para disponibilizar. Ela foi muito interessante, abordando o mercado editorial e a luta dos autores independentes no Brasil.

A entrevista que vocês vêm aqui foi ao ar pela Rede Record-MG.

Entrevista FIQ 2007

Fazer HQ passo-a-passo

Vida de Quadrinhista Oba! 2 Comentários!

Depois de mais seis meses, vamos dar continuidade à nossa cartilha. O primeiro passo foi o Roteiro. Vimos que o processo é bem parecido com o de cinema, com pré-produção, produção e pós-produção, cada uma dessas etapas composta por partes diferentes do processo.
Na primeira etapa da pré-produção, vimos como estruturar a narrativa, como trabalhar a idéia desde sua concepção; definir os papéis dos personagens e o contexto da estória. E agora, depois de treinar bastante esse passo, chegou o momento de seguir adiante.

Ainda na pré-produção, temos o seguinte desafio: selecionar o elenco.

Ok, já sabemos quem são nossos personagens, seus temperamentos, suas ambições, etc. Se você fez o dever de casa direitinho e fez o fichamento de todos os personagens da sua HQ (ou pelo menos os principais), essa etapa vai ser moleza.

Vejamos o segunte trecho como exemplo de fichamento de um personagem (apenas caracteristicas físicas – contribuição do meu parceiro Alex Moletta):

Heitor: HEITOR TEM EM TORNO DE 25 A 28 ANOS. MORENO, CABELOS PRETOS E COMPRIDOS ATÉ OS OMBROS E UMA BARBA BEM RALA. POSSUI UMA CICATRIZ EM FORMA DE “D”(MARCA DO DEGREDADO)NO ROSTO. POSSUI UMA EXPRESSÃO DE “POUCOS AMIGOS” ESTAMPADA NO ROSTO. VESTE ROUPAS DE NOBRE, PORÉM GASTAS E SUJAS PELO TEMPO EM QUE ESTÁ NA PRISÃO.

Cara, por mais precisa que seja a descrição, centenas de rostos e configurações corporais cabem nela. Cabe ao desenhista, por tanto, “escolher” a melhor, selecionando entre as possíveis na sua cabeça. Mas imaginar é uma coisa, ver no papel é outra. Você só sabe se uma idéia vai dar certo ou não quando desenhá-la.

Claro, você não vai acertar na primeira tentativa (ou talvez até acerte, mas é raro). Eu gosto de começar essa parte com esboços beeem descompromissados, para ir moldando o personagem. É bom ir fazendo anotações e ver o que você pode melhorar e como. Daí você já prevê detalhes como roupa, cabelo, estatura, alguns trejeitos, etc.

Tendo concluído essa primeira etapa, é bom pensar em como o rosto do seu personagem vai reagir a cada situação. Faça um model sheet do rosto dele: de frente, de lado e de perfil. Repita diversas vezes, com cara de mau; rindo, chorando, surpreso, etc. Você tem que conhecer seu personagem, então desenhe-o à exaustão se quiser que ele seja convincente. E tenha sempre em mente as características psicológicas que você bolou durante o fichamento. Se o cara for muito mal, expressões apaixonadas não vão fazer nenhum sentido – a menos que ele queira enganar ou seduzir alguém. Mas você tem que dar conta de passar isso no traço. Difícil, né? Pois é. Vai treinar!

Agora, vamos trabalhar detalhadamente o corpo do seu personagem. Se você já decidiu, nos primeiros esboços em linhas gerais, que se trata de um homem robusto ou de uma mulher sensual, agora é a hora de detalhar o desenho; coloque aquela cicatriz, tatualgem ou marca de nascença que o personagem tem. Especifique a altura e as proporções e faça um manual que você possa seguir, desenhando o seu personagem de frente, de lado e de costas. Assim, você não erra durante o restante da estória.

Caso tenha detalhes específicos de vestuário, detalhe-os também. Enfim, crie calos nas mãos, meu amigo. Mas saiba que tendo cumprido essa etapa bem feita, você vai ter muito mais ferramentas para trabalhar e muito menos dor de cabeça para prosseguir com a HQ.

Enfim, basicamente, o “casting” dos atores da sua HQ é como se fosse um “fichamento visual” dos personagens. Da mesma forma, você tem que conhecê-los de cor e na palma da mão.

Acompanhem para ver nos próximos posts as etapas de produção e pós-produção.

Problemas de Dicção

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Uma das caracterizações mais legais do cinema é o novo Batman. O ator muda até a voz para diferenciar o homem-morcego de seu auter-ego Bruce Wayne.

Pois bem: alguém resolveu fazer uma – ótima – piada com isso…

Clique na imagem ou aqui para ver o vídeo (legendado).

Vi no Saber é bom Demais.

De volta!

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Saudações, leitores e leitoras.

Depois de exatamente um mês e um dia ausente do blog, estou finalmente de volta.
Possivelmente, com a mesma baixa regularidade de antes, mas pelo menos com alguma regularidade.

Muito aconteceu nesse tempo de ausência.
Basicamente, tenho desenhado comida. Um projeto bacana a convite da minha amiga Dri, da BrandBR. Acredito que o projeto já esteja a mais da metade, mas basicamente são 68 ilustrações, entre ingredientes e produtos. Um desafio e tanto, principalmente pelo caráter um pouco mais realista dessas ilustrações, o que não costumo fazer com freqüência – ainda mais em cores.
Também desenhei um pouquinho de quadrinhos [link 1 e link 2], mas outros projetos estão por vir. Se tudo der certo, dois impressos [ambos com parcerias excelentes] e três de web comics. Estes, por enquanto, ainda no campo das especulações [um deles ao lado de um grande amigo].

Durante esse tempo de ausência também assisti ao espetacular Batman the Dark Knight e ao dispensável Hancock. Assisti, tqambém, à espetacular série de animação Batman – Gotham Knight.

Enquanto isso, terminei de ler Crying Freeman. Dez edições que culminam em um final decepcionante.
E prossigo com a leitura de Sanctuary, que até agora [sexta edição] me surpreende a cada capítulo. Realmente, minha expectativa está alta. Mal consigo esperar pelas próximas edições.

Li também a segunda edição do ótimo quadrinho europeu Blacksad de Juan Díaz Canales (roteiro) e Juanjo Guarnido (arte). Não consegui adquirir a primeira, mas soube que os volumes são independentes, o que me deixou mais tranquilo.

Bem pessoal, por enquanto é só isso, projetos a mil e leituras um pouco arrastadas, mas em breve algumas análises para vocês curtirem: das minhas últimas leituras e dos filmes.

Imagem de topo feita especialmente para este post, diretamente no PhotoShop, com mouse óptico comum.

100 maneiras de desenhar olhos em estilo Mangá

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O ilustrador Mark Krilley fez um vídeo muito bacana, reunido 100 maneiras diferentes de se desenhar olhos em estilo mangá. Aposto que você pensou que não existiam tantas maneiras assim! Mas a verdade é que existem até mais…

Ele desenha à mão livre utilizando diversos materiais. Muito legal mesmo.

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Assita aqui ao vídeo
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Ele é autor do da série de Mangá “Miki Falls” que, confesso, nunca vi por aqui. Só deve estar à venda nos Estados Unidos, mas vou procurar maiores informações.

Eu, como não sou desenhista de estilo mangá, tenho que adaptar o estilo de outros autores.
Aqui em baixo tem uma versão minha de como eu seria se fosse um personagem de mangá! O estilo é adaptado de Akira Toriyama, autor de Dragon Ball e Dragon Ball Z (entre outros títulos), mas o desenho fui eu que fiz. Enjoy!

Dica do site Sedentário & Hiperativo.

De onde vêm os livros

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Sabe esse livro que você adora? Hoje em dia, tudo começa em um arquivo de Word ou no Bloco de Notas.
Mas antigamente, o buraco era mais embaixo…

Nesse vídeo histórico, vamos acompanhar todos os detalhes do processo de impressão que era feito antigamente.

Clique na imagem ou aqui.

Hulk… nota 7! [NO SPOILERS]

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É isso mesmo… e logo eu, que estava com uma espectativa tão alta. E tudo porque, para falar a verdade, o filme não pode nem ser chamado de “Hulk 2″. O ultimo filme foi solenemente ignorado – o que, na minha opinião, foi um erro.

A origem do Hulk no outro filme foi melhor… mais coesa. E o Hulk, em si, nesse filme ficou muito artificial. Parece um personagem de Game. E o filme, em si, é fraco: roteiro, personagens secundários…

O general Ross, por exemplo, deixa muito a desejar. Nem se compara com o anterior… por outro lado, a Liv Tyler está até bem como Betty. Eu diria que é a única que está de igual para igual com a do outro filme.

Eu destacaria apenas dois pontos nesta segunda versão: a atuação do Edward Norton e a frase “Hulk Esmaga” (“Hulk Smash”!), que fez alguns fãs pularem da cadeira do cinema.

Se bem que o Abomination ficou bem legal também…

Bom, por tudo isso, nota 7. Mas não me entendam mal… é que eu gostei muito do  outro filme do Hulk (o que, aliás, está longe de ser um consenso). Por isso, na comparação, a nota cai. Mas é um bom filme. Dá para se divertir bastante no cinema. Podem assistir que é legal.

Poderosa

Vida de Quadrinhista Oba! 1 Comentário!

Eu estou mesmo me divertindo desenhando super-heroínas dos quadrinhos. Ah, mas fala sério, se a gente não puder se divertir com o trabalho, em que mundo nós estamos???

Essa é uma personagem do universo DC, a Poderosa (Power Girl, nos Estados Unidos). Como personagem ela não me agrada muito, mas o desenho dela é bem legal. Apelativo, mas legal. Esta é a minha versão da garota. Espero que gostem!


Power Girl by ~daniloaroeira on deviantART

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