Do Lápis ao Lápis

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Você é uma pessoa que curte desenhar e acredita que desenhar HQ’s é o seu sonho. Acredita, ainda, que o conseguirá desenhar os seus heróis favoritos e decide fazer testes para entrar nas editoras norte-americanas. Vai no site, pega o sample-script que eles disponibilizam e manda braza no lápis, já que você não quer ser arte-finalista. Espera ansiosamente por uma resposta e… ela nunca chega. Ou chega… dizendo para você praticar mais e voltar a procurá-los no futuro.

Pois aqui vai uma dica a você, senhor ou senhora que deseja entrar para este mercado: não se iluda. Pencil Art não é Sketch Art. Ela deve ser definida e detalhada, a ponto do Arte-Finalista não precisar mudar absolutamente nada do que receber de você. O trabalho dele é dar definição ao seu traço. E só. O que já é bem difícil, aliás… por isso, faça o favor de facilitar a vida dele e indicar direitinho o que ele deve fazer, como no exemplo abaixo:

Sketh

Line Art

Arte comissionada da Mulher-Maravilha.

Assim, o trabalho está pronto para receber a arte-final. Note que há diferenças entre um e outro… durante esse processo, você muda detalhes na expressão, na posição dos membros, etc… tudo o que você acha que pode melhorar o resultado final.

95 Dicas ESPETACULARES

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À primeira vista, pensei que fosse mais uma dessas boagens que rolam na internet. Mas esse compêndido de dicas se mostrou um excelente exercício criativo. Se você não estiver disposto a realizar todas as tarefas, pelo menos gaste um tempinho pensando em como você faria para resolver cada uma. É um exercício espetacular, imprescindível para qualquer criativo: publicitários, ilustradores, roteiristas, escritores e, principalmente, para os quadrinhistas. Acho que todos deveriam fazer. Os resultados seriam supreendentes. Eu já comecei.

Iniciativa do Keri.

Tradução por Rita.

1. Vá andar. Desenhe ou liste coisas que viu no caminho.
2. Escreva uma carta para seu eu do futuro.
3. Compre algo bem barato como um simbolo que voce precisa pra criar ( uma caneta, uma xicara, caderno) e use-o todo dia.
4. Desenhe seu jantar
5. Ache um verso de poesia que voce goste, e reescreva-o em seu caderno.
6. Cole um envelope no seu caderno e por uma semana coloque coisas que voce achou na rua. 7. Leia sobre um novo artista e escreva sobre o que voce acha dele.
8. Pegue uma foto de uma pessoa que voce nao conhece e escreva uma pequena biografia para ela
9. Passe o dia desenhando só coisas vermelhas.
10. Desenhe sua bicicleta. Leia o restante deste post…

Parabéns, Asterix!

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Asterix

Bela homenagem aos 80 anos do personagem Asterix.

Semelhante à cena do filme “Uma Mente Brilhante” em que os professores de Princeton reconhecem a genialidade do matemático John Nash dando-lhe suas canetas, 34 dos mais renomados artistas de quadrinhos do mundo cederam suas penas para homenagear Albert Uderzo, um dos pais de Asterix, em seu 80º aniversário.

Folha Online

Fonte: Asterix.com
Dica: Márcio Morais

Profissão: QUADRINHISTA!

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Dois em cada dez brasileiros ocupados trabalham por conta própria.

fonte: JB Online

Isso é a mais pura verdade. Quantos caras você conhece que têm, em sua carteira profissional, a designação de “Quadrinhista”? Ou, menos difícil: quantos você conhece que acordam de manhã, vão para o trabalho, desenham, escrevem e/ou colorem quadrinhos, batem seu ponto no final do dia e depois vão para casa?

A resposta é muito fácil: ZERO.

Mas existem pessoas assim? Claro. Mesmo no Brasil? Mesmo no Brasil. Os profissionais que trabalham com HQ e possuem um emprego formal, registrado pela CLT, são muito poucos, mas existem. Eles estão concentrados em estúdios como o do Maurício de Souza, o do Ziraldo e o do Cedraz. Mas essa cifra não deve chegar nem aos cem.

Contudo, o número de pessoas que trabalha com HQ é muito maior e precisa trabalhar por conta própria, cumprindo prazos apertados e perdendo, em função disso, noites, feriados e finais de semana. Como eu…

Quadrinhos se diversificam e investem em novo público

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Depois de praticamente um mês de silêncio, voltamos à ativa!

Essa semana teremos vários posts, então fiquem ligados no Vida de Quadrinhista, ok?
Lembrem-se de assinar o nosso Feed (canto superior) ou o nosso mailing list. Não precisa fazer cadastro e seu e-mail não será divulgado.

Ao que interessa!

Já faz um tempo que que o consumo e a leitura de HQ’s caminha para a parte mais estreita da pirâmide demográfica: nosso público está envelhecendo.
Isso deve-se a alguns fatores, mas o principal é que a geração que cresceu lendo as melhores (ou mais populares…) HQ’s de super-heróis agora já está com seus 40 anos. E grande parte dessa galerinha ainda lê HQ’s.

Só que, além de HQ’s, essas pessoas, agora mais maduras, freqüentam outros lugares em vez das bancas de jornal e possuem mais dinheiro – o seu próprio e não o dos pais – para consumirem. E elas preferem edições mais caras, albuns encadernados e edições de luxo, que são encontradas no mesmo local onde eles compram seus romances preferidos ou o livro do mestrado: as livrarias ou bookshops.

Guilherme Neto, do site Mundo do Marketing, atesta:

O mercado de história em quadrinhos, ou HQs, já deixou de ser segmentado há muito tempo. Hoje, o perfil de seus consumidores são homens e mulheres entre 10 e 40 anos, com os mais variados gostos e preferências. Devido ao envelhecimento de velhos leitores de quadrinhos, a demanda por títulos de temática mais adulta foi crescendo. Isso explica a recente ida das histórias em quadrinhos para as livrarias, que aproveitam para fisgar novos consumidores com um maior poder aquisitivo do que os adolescentes, consumindo e tratando essa arte como literatura, sem que necessariamente sejam habituais leitores desse tipo de publicação.

Portanto, colega quadrinhista, se você tem um projeto bacana, reflita um pouco mais sobre a melhor forma de materializá-lo. O formatinho e a banca de revista, para essa mídia, certamente não são mais as melhores opções. dependendo do público que você quer atingir com seu discurso. Se você é um cara mais conceitual, com idéias muito revolucionárias, ou “autorais”, como alguns gostam de falar, pense em novos formatos. Revistinha, não.

Apenas um ponto

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Vídeo muito bacana dica da minha amiga Rebecca.

É uma animação simples e linda, resultado de uma idéia brilhante.
Se você curte ilustrações e animação, não pode deixar de assistir.
Um minuto e cinqüenta segundos muito legais.

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Clique na imagem acima ou aqui.

Jackson Pollock

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Está longe de ser o meu artista favorito, mas eu o respeito por tudo o que foi e pelo que representou no mundo da arte contemporânea.

O mais legal é o site dele, que não tem nenhuma informação a seu respeito, mas dá a oportunidade do visitante pintar um quadro “à la Pollock“. Fica a dica para você testar suas habilidades artísticas e brincar de expressionismo abstrato. É uma verdadeira terapia! Aí embaixo segue o meu (feito em 30s):

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Agora, se você está se perguntando “o que raios esse post está fazendo em um blog sobre quadrinhos?“, é bom que reflita sobre duas coisinhas:

  1. Além de quadrinhos, este é um site sobre a vida de quem faz quadrinhos.
  2. Para quem faz quadrinhos, é importante saber ou pelo menos ter conhecimento sobre artes plasticas e toda a sorte de manifestações criativas. Você não precisa gostar ou entender de tudo, mas quanto mais você ver, maior o risco de ter boas idéias e boas saídas.

Páginas de HQ

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Em comemoração à data de hoje – Dia Nacional da HQ – posto uma seqüência que fiz para um teste!

Como não deu certo, decidi publicar aqui. Não tinha script, apenas me pediram para “fazer uma seqüência de duas páginas com duas personagens à minha escolha”. Eis o resultado, desenhado e finalizado por mim. As personagens são exageradas assim porque são de uma revista erótica. Espero que gostem.

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Se quiserem ver em maior resolução, cliquem na imagem título ou aqui.

Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos

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Estão notando o longo espaço de tempo entre um post e outro?

Peço desculpas, pessoal, mas infelizmente essa situação só deve melhorar após o carnaval. Espero que não se importem.

Voltando às vacas frias, para quem não sabe hoje é o Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos. A data foi instituída em 1984 pela ACB-SP (Associação de Quadrinhistas e Cartunistas do Estado de São Paulo) para marcar a data que em que foi publicada a primeira história em quadrinhos no Brasil, pelo artista ítalo-brasileiro Ângelo Agostini no jornal Vida Fluminense. Era o personagem Nhô Quim.

Procurei em toda a parte e não encontrei nada a respeito da comemoração dessa data em outros lugares, mas aqui em BH ela será comemorada num encontro organizado pela Nação HQ.
Haverá um encontro de artistas, música, oficinas e a entrega do prêmio LOR (que ainda não sei do que se trata).

Eu (assim como todo o mailing list da Associação Nação HQ) fui convidado a participar do evento. Se alguém tiver interesse em ir, será no Restaurante e Centro Histórico Alphino, hoje (dia 30 de janeiro, quarta-feira), a partir das 19 horas.

Clique aqui para saber mais.

Fazer HQ passo-a-passo

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A grosso modo, o processo de criação de uma história em quadrinhos é bastante similar ao processo do cinema.

Basicamente, é composto por etapas de pré-produção, produção e pós-produção. Isso sem mencionar os vários pontos em comum existentes entre essas duas linguagens, algo já falado à exaustão por aficcionados e especialistas das duas artes.

Hoje falaremos da pré-produção e de sua etapa mais importante: o roteiro.

1. A pré-produção em um HQ começa sempre pelo tema ou idéia principal: do que vai tratar a nossa história? O que vamos contar ao nosso leitor? Nessa etapa do processo criativo, a resposta para essas perguntas não deve ultrapassar uma linha. Por exemplo:

Um homem que se apaixona por uma mulher e descobre que ela é sua irmã desaparecida há 25 anos.

Pronto. Tem-se, aí, o cerne da história.

2. A partir daí, começa o trabalho propriamente dito: contar, em linhas gerais (gerais mesmo), a sua história. Narrar, suscintamente, o que vai acontecer; dar um início, um princípio e um fim para a trama. Se for importante para o enredo, a ambientação pode ser escolhida nessa etapa do processo: onde vai se passar a história; em que época; por que tipo de pessoas os personagens principais estarão rodeados.
Depois, é necessário que você, roteirista, conheça os seus personagens. Eles devem ser tratados como pessoas reais para que a estória seja verossímel; e, para tratá-los como pessoas reais, é preciso que você os conheça melhor do que a si mesmo. Como fazer isso?

2. Escreva uma mini-historinha para cada um dos seus personagens principais, como uma espécie de “fichamento”. Em uma folha separada para cada um, escreva seu nome completo, onde nasceu, que idade tem no momento em que sua história será contada, suas habilidades, suas aspirações, suas principais características e seu temperamento. Tudo isso lhe dará elementos para escrever; que tipo de diálogo fica melhor com que personagem; que atitude, etc. Assim, você saberá facilmente como seu personagem reagirá a uma determinada situação, por exemplo.

4. Depois, vem o roteiro propriamente dito. Você pega o mini-texto que escreveu na etapa número 2 e detalha; reescreve preenchendo todas as lacunas, colocando os diálogos, os lugares, os ângulos e os enquadramentos, baseado nas informações fornecidas nas etapas anteriores.

Lembre-se, isso não é um modelo rígido. Cada roteirista prefere trabalhar de um jeito. Às vezes, é bom inverter as etapas; por exemplo, fazendo o fichamento dos personagens antes de tudo, ou começar pela ambientação da história. Depende de como a idéia nasce.

O importante de se lembrar nessa etapa é que toda a pesquisa (histórica, geográfica, cultural, científica e psicológica) que vai embasar e dar verossimilhança ao enredo deve ser feita durante a pré-produção. É importante ter esses dados sempre à mão para consulta enquanto estiver escrevendo.

Daqui a alguns posts, falaremos das etapas de produção. Keep watching.

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