Um quadrinhista diferente

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Post Kauffmann

O Kauffmann tem algumas HQs experimentais que fez com objetivos distintos.

A primeira – “Woof?” – ele fez para participar de um concurso. Tem um traço mais, digamos, “bem aceito” no meio comercial. Trata-se de uma estória de uma página, com muitos detalhes de cenário e um tratamento muito cuidadoso. Um ótimo trabalho.

A segunda, ainda sem título, ainda não foi concluída, mas o autor disponibilizou uma prévia e a permissão para divulgar no Vida de Quadrinhista. Possui um traço mais solto e intervenções bastante ousadas.
O enquadramento e os personagens são instigantes.

Fiquei curioso.
Vamos acompanhar de perto essa daí.
Esse tal Kauffmann merece a nossa atenção.

Clique nas imagens para ampliar.

Dia do Quadrinho Nacional

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E ainda há quem diga que as Histórias em Quadrinhos estão fadadas ao insucesso.

Como dissemos recentemente, isso vai depender de quanto tempo vai levar para os autores se adaptarem às novas mídias. Principalmente os independentes.

Quando digo isso, não me refiro apenas ao uso do computador para produzir a HQ ou publicá-la na internet.
As opções são muitas, e estão todas aí. Disponíveis a todos, muitas vezes de graça.

No último dia 30 foi comemorado o Dia do Quadrinho Nacional. Em BH, é o quarto ano consecutivo que esta data é celebrada com exposições, debates, lançamentos, etc. E a Rede Globo Minas realizou uma matéria razoável (é impressionante como os jornalistas de hoje em dia não procuram se profundar sobre os assuntos das matérias. Principalmente quadrinhos. Só fazem perguntas idiotas, cujas respostas são nada mais do que o que todo mundo já está cansado de saber… Sem falar que entrevistar o Amauri de Paula e mostrar apenas sua coleção particular de revistas é desperdiçar uma oportunidade e tanto).

Clique aqui para ver o vídeo.

No final da reportagem, o assunto vira a questão “Quadrinhos Digitais X Quadrinhos Impressos”.

A mocinha tem lá sua razão. Não é a única a preferir os quadrinhos tradicionais, o conato físico com a obra, folhear. Sentir. Mas se esquece das limitações que isso traz, das dificuldades para um autor de entrar em um mercado seletivo, preconceituoso e que não dá espaço para o novo; e, havendo entrado, da dificuldade de publicar o que quer e se expressar livremente. Estou com o criador do “Patrik”, a onda agora é a Web. Liberdade de expressão, alcance ilimitado e despesa mínima. Não há como negar.

Entretanto, o ponto de vista da senhorita que prefere as revistas mostra que a publicação ainda tem força. A transição do público é lenta e encontra alguma resistência justamente porque os quadrinhos ainda são – e o serão por muito tempo – muito fortes.

“O que se tornará o quadrinho no final das contas?”, pergunta a repórter. “Ainda serão quadrinhos?”

Não. Serão picolé de limão, sua besta.

Valsa com Bashir

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A animação Waltz with Bashir já está dando o que falar. Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e concorre ao mesmo prêmio no Oscar 2009. Agora, que vai virar História em Quadrinhos. Vamos esperar para ver.

O traço é muito bonito. O roteiro parece ser tocante, daqueles bem pessoais. No Brasil, a HQ deve sair pela L&PM.

A animação retrata algumas lembranças do conflito no Líbano nos anos 80 e a busca de Folman pelos antigos colegas do exército para registrar seus depoimentos sobre esses acontecimentos.

Eu vou conferir. Acompanhem o blog para ler a resenha.


DC Universe Online

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Eita que este ano PROMETE!

Como vários quadrinhistas, sou um fã dos vídeo-games (embora não seja lá um bom jogador. Não tenho muita paciência para insistir quando o jogo começa a ficar dificil). Mas eu SEMPRE procuro pelas versões de HQ para os jogos. Recentemente, joguei Marvel: Ultimate Aliance e Justice League Heroes, ambos para PSP. Joguei rapidamente também o Iron Man (a versão do filme) e um lá do Homem-Aranha. Todos muito legais, mas nenhum que até agora se compare ao DC Universe Online!

Quem está à frente do projeto é ninguém menos do que o glorioso Jim Lee, sobre quem nada é preciso dizer aos ávidos leitores de quadrinhos. Mas aos leigos, explico: é um ilustrador da DC, um dos grandes nomes dos quadrinhos dos últimos tempos (embora não seja uma unanimedade. Eu, por exemplo, nem acho o traço dele tãããão legal assim… mas isso é outro assunto).

Trata-se de uma espécie de World of Warcraft da DC Comics. Um universo virtual, onde cada jogador pode jogar com personagem da DC ou mesmo criar seu próprio personagem para interagir com Super-Homem, Batman, Coringa, Lex Luthor e tantos (ou quase todos os) outros.

Além disso, o projeto é ambicioso. Os cabeças da Sony, empresa responsável pelo desenvolvimento do game, querem criar uma interação entre mídias online, impressas e eletrônicas. O game deve ser lançado para PC e Playstation3, mas ainda não há previsão de data para esse lançamento. Enquanto isso, os fãs mais apressados já podem visitar o site oficial do jogo e sua página no MySpace.

O jogo foi mostrado na última Comic Con em Sandiego. Depois do estrondoso sucesso de Batman: The Dark Knight, não poderia haver melhor momento para um empreendimento como esse.

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